PACO DÍEZ & AN TRISKELL - KASTELL AR VOR (CASTELOS NO MAR)
Entre 1985 e 1987 Paco Díez viaja a Bretanha para trabalhar como leitor de castelhano em Centros de Ensino médio de Brest (Kerichen) e Lorient (Dupuy de Lôme), acompanhando-lhe sempre a música dos harpistas Triskell, assim como a música de Gilles Servat ou a de Leo Ferré, entre outros dignos representantes da Cultura da sua amada Bretanha, pela qual foi cativado desde que realizou uma volta ciclista por essa região em companhia de amigos franceses com 16 anos (em 1977).
Em ambas as ocasiões se empapa não só da fina chuva e das extraordinárias paisagens da região, tanto da costa como do interior, mas também da história, das lendas, da música e tudo o que ressuma a Bretanha, “toujours fidèle”.
Em 1989 Paco Díez com seu grupo musical, La Bazanca , compartilha cenário na Baviera (Alemanha) com seus admirados Pòl e Hervé Queffeleant e lhes propõe organizar uma excursão pela Espanha, sendo em 1991 a primeira vez que se apresentam nesse país, depois de haver apresentado-se antes por diversos lugares do mundo.
Depois da referida excursão seguem muitas mais, não só pela Espanha mas também também por Portugal, de modo que começa a gerar-se a idéia de um projeto musical conjunto capaz de aflorar todas as respectivas experiências na Bretanha e em diferentes regiões da Espanha, principalmente nas Duas Castelas.
Depois de encontrar em 2005 um fio condutor e as condições profissionais necessárias, eis aqui “Castelos no Mar” ou “Kastell ar Vor”, em bretão, trabalho no que se debulham melodias e instrumentos bem diferentes, sendo as harpas dos gêmeos Queffeleant seu centro harmônico, completado pela bandola, a gaita de fole, a sanfona e as percussões de Paco.
Hervé e Paco cantam em bretão, castelhano, português e ladino, velhos romances e canções de amor nas que a mestiçagem de suas respectivas tradições musicais aflora da forma mais natural.
Dona Inês.
Kastell & Hanter Dro.
Tierra Dans Plinn.
LA BAZANCA - ENTRE A VÉSPERA DE NATAL E O DIA DE REIS
Com o passar dos anos o Natal foi se convertendo em uma torta com múltiplos ingredientes entre os quais destaca, principalmente, o feroz consumismo de estilo anglo-saxão que cada vez nos gera menos satisfação e nos afasta cada vez mais de nossas tradições ancestrais que estão sendo relegadas ao esquecimento. Nas cidades, a irrupção desses costumes bárbaros eclipsou completamente aos costumes nativos, mas por sorte, embora com prazo de validade, ainda se conservam muitos deles no meio rural. Dali nos nutrimos para lhes oferecer o monográfico natalino que apresentamos, procedente de uma Cultura e Tradição seculares que sobrevive em parte graças ao arraigo religioso do nosso povo, assim como a sobrevivência de atos comunitários como a matança do porco ou os aguinaldos, que seguem propiciando a solidariedade entre vizinhos, embora esta assistência já não seja hoje tão necessária pelo fato de não arrastar as carências de antigamente em uma aparente época de vacas gordas.
As Canções de natal, Romances e Aguinaldos do nosso programa procedem em sua maioria do interior da Espanha,
temas singelos e pegadiços devido à simplicidade e à tradição, esperando que os participantes os cantem e aprendam conosco para depois ensiná-los aos mais jovens, que algum dia terão que assumir a substituição da nossa maltratada Tradição Oral.
vídeos
Aguinaldo de Santiz.
Nochebuena de garganta.
Ramo de Navidad.
PACO DÍEZ
& GALANDUM GALUNDAINA
A Península Ibérica é, sem sombra de dúvida, o reduto etnográfico mais importante de toda a Europa Ocidental e, dentro dela, o chamado Antigo Reino de Leão goza de uma das áreas de maior riqueza cultural, onde apenas se truncou a Tradição Oral.
Nesse Reino as Terras de Miranda e Tras-Os-Montes, do lado português, e as zonas limítrofes de Zamora, Salamanca, Cáceres e Leão, do lado espanhol, constituem atualmente um dos focos mais importantes nos quais o patrimônio musical se manteve fresco, interpretado e recreado por músicos populares ao longo dos séculos.
Nas últimas décadas do século XX surgiram por esses lugares jovens intérpretes herdeiros diretos da Tradição e com uma sólida formação musical, dispostos a preservar e difundir este riquíssimo legado sem medir esforços.
Imersos nessa apaixonante tarefa um dia se encontraram Paulo Preto e os irmãos Paulo, Alexandre e Manel Meirinhos, em cujos ouvidos seguiam ressonando os sons da gaita de fole, a flauta de Tamborileiro, o tambor e o bumbo dos velhos músicos, alguns já desaparecidos e que deram lugar aos seus sucessores.
No final dos anos noventa seu caminho coincidiu com o de Paco Díez, um apaixonado pelas terras mirandesa, alistana e sanabresa, com quem conectaram perfeitamente através da música e da gastronomia, em perfeito acordo com o adágio popular “da pança vem a dança”.
Depois de vários intercâmbios musicais e pessoais começaram a projetar colaborações mais diretas e das que hoje resulta esta formação, Paco DÍEZ & GALANDUM GALUNDAINA, um bem forjado quinteto de músicos e amigos, amantes do singelo, do natural e, definitivamente, do autêntico.
Berdugal.
Fandango Real.
La loba parda.
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